Ir para o conteúdo
KolWrite Abrir o KolWrite

Desenvolvedores

Guia prático para usar uma API de conversão de fala em texto

Colocar transcrição em um produto é basicamente um trabalho de integração e testes. Aqui você vê o que uma API de transcrição recebe e devolve, como aproveitar o tempo de cada palavra e a separação de locutores, e como testar e proteger tudo isso.

KolWrite 9 min de leitura

A tela de transcrição do KolWrite: nomes dos falantes, carimbos de tempo e a linha que está sendo reproduzida.
O resultado no aplicativo: texto, falantes e marcação de tempo.

Resumo

  • A API da KolWrite recebe a URL de um áudio ou vídeo e devolve a transcrição em segmentos com o tempo de cada palavra e a identificação dos locutores, em JSON, texto simples ou SRT.
  • Com o tempo de cada palavra, você monta legendas, busca e reprodução ao clicar no trecho. A identificação de locutores serve para gerar atas de reunião, citações e filtros por pessoa.
  • Acesse console.kolwrite.com para pegar suas chaves de API, acompanhar o uso e ler a documentação. Os preços e limites ficam lá, não nesta página.
  • Teste com os áudios mais difíceis nos idiomas que você vai atender. Meça quanto tempo leva até ter um texto corrigido em mãos, em vez de contar só o retorno inicial.
  • Guarde as chaves de API no servidor, avise os usuários para onde o áudio vai e coloque alguém para revisar qualquer texto que for a público.

Para que serve uma API de conversão de fala em texto?

Com uma API de conversão de fala em texto, o seu próprio software transforma gravações em texto sem que ninguém precise abrir um aplicativo à parte. Dá para legendar vídeos enviados por usuários, indexar um arquivo de ligações, permitir buscas em conversas de suporte ou fazer um agente de IA escutar. O reconhecimento da fala roda nos servidores do provedor, e a sua aplicação recebe os dados já estruturados.

Quando uma pessoa trabalha direto com uma gravação, o aplicativo resolve. Quando o seu produto recebe gravações em volume, ou quando quem vai ler o resultado é um sistema em vez de uma pessoa, entra a API. A KolWrite tem as duas opções, e ambas usam a mesma tecnologia de transcrição por baixo.

O que você envia e o que recebe de volta?

Você envia para a API da KolWrite a URL de um arquivo de áudio ou vídeo. Ela devolve a transcrição dividida em segmentos, com o tempo de cada palavra e a identificação de quem está falando, no formato que você pedir: JSON, texto simples ou SRT. Os modelos Oracle também fazem tradução. Na hora de programar, siga os esquemas exatos de requisição e resposta documentados no console, não este resumo.

A API trabalha com um endereço, então o arquivo precisa estar em uma URL que o serviço consiga abrir. Pense em como o seu produto vai disponibilizar esses arquivos. Uma boa opção é usar um link privado que expira, em vez de deixar um link público aberto por tempo indeterminado.

Peça o formato que fizer mais sentido para o seu fluxo. JSON serve para quando o software precisa de dados estruturados. SRT vai direto para quem precisa de um arquivo de legenda. Já o texto simples resolve se a ideia for só ler, indexar na busca ou mandar o conteúdo para outro modelo. Como recursos do tipo tradução e identificação de locutores mudam de um modelo para outro, dê uma olhada na descrição de cada um lá no console.

Por onde começar?

Tudo começa no console da API, em console.kolwrite.com. É lá que ficam suas chaves, o painel de consumo e a documentação. Para quem usa agentes de IA na programação, o console também traz um arquivo de instruções em texto simples para o agente ler antes de gerar código, um arquivo llms.txt da API e a especificação OpenAPI.

Os preços e limites ficam no console, não no site da KolWrite. Vale conferir esses números antes de desenhar uma arquitetura para grandes volumes. Comece com um teste pequeno e deixe sua chave de API salva nas configurações do ambiente, nunca solta no código.

Se um assistente de IA for escrever a integração para você, passe para ele o arquivo de instruções do console e a descrição OpenAPI. O código sai bem melhor quando ele consulta a referência real em vez de tentar adivinhar com base em serviços parecidos.

Como aproveitar a marcação de tempo por palavra?

A marcação de tempo por palavra diz exatamente quando cada palavra começa e termina. É o que permite sincronizar legendas com a fala, destacar a palavra exata que está sendo dita no player, pular direto da busca para o segundo certo do áudio ou recortar um trecho a partir de uma frase. Sem isso, você só tem o tempo do bloco inteiro, o que serve para ler a transcrição, mas fica impreciso demais para legendar.

Na hora de montar as legendas, agrupe as palavras definindo suas próprias regras de tamanho de linha e tempo de tela. Legenda comprida demais ou que pisca rápido na tela é ruim de ler em qualquer idioma. Se preferir o arquivo de legenda já pronto, peça o retorno em SRT e faça uma revisão antes de publicar.

Cuidado ao cortar ou recodificar o arquivo depois de transcrever, porque o tempo pode sair de sincronia. O ideal é transcrever a mesma versão do arquivo que o público vai assistir, ou então controlar essa diferença de tempo no seu sistema.

Como usar a identificação de locutores?

Os rótulos de locutor transformam um bloco corrido de texto em uma conversa. Com eles, dá para organizar atas de reunião por pessoa, achar tudo o que um participante específico falou ou montar uma visualização no estilo de um chat. Como esses rótulos são anônimos (locutor um e locutor dois, por exemplo), o seu produto vai precisar de uma etapa para ligar cada um ao nome real da pessoa, como pedir essa confirmação ao usuário.

Encare essa separação de vozes como uma boa estimativa, não como certeza absoluta. Gente falando junto, vozes parecidas ou uma sala inteira dividida em um único microfone podem confundir o modelo. Deixe um jeito fácil para o usuário corrigir quem disse o quê antes de salvar a transcrição como documento oficial.

Como testar antes de colocar no ar?

Faça testes com os áudios mais difíceis que os seus usuários vão de fato enviar: uma sala com barulho, uma ligação de telefone, sotaques diferentes, gente falando ao mesmo tempo e os idiomas ou misturas de idiomas específicos que você atende. Isso inclui hebraico e árabe, onde ter um suporte de primeira linha faz diferença. Coloque nos testes também os nomes e números próprios da sua área.

Meça o que importa na prática para o seu usuário: quanto tempo leva entre subir o arquivo e ter um resultado que dê para usar? Quantos ajustes alguém precisa fazer até o texto ficar pronto para publicação? Uma porcentagem única de acerto esconde esse trabalho todo, e é por isso que a KolWrite nem divulga um número assim. Separe um pacote pequeno de áudios de referência e rode os testes de novo sempre que trocar de modelo ou mexer na configuração.

Já deixe previsto como o seu produto vai lidar com falhas. Arquivo inacessível, transcrição que demora mais que o esperado ou resultado vazio acontecem. Os usuários precisam ver uma mensagem clara e ter uma forma simples de tentar de novo.

Como cuidar da segurança e da privacidade?

Suas chaves de API devem ficar apenas no seu servidor, nunca dentro de um app de celular ou expostas no código de uma página web. Se desconfiar que uma chave vazou, troque na hora. Use também uma chave separada para cada ambiente; assim, nenhum teste corre o risco de encostar nos dados de produção.

Informe aos usuários para onde o áudio é enviado, pois gravações de voz estão entre os dados mais sensíveis que um produto pode processar. A KolWrite detalha suas práticas em sua página de segurança: conexões criptografadas, armazenamento AES-256, servidores na Alemanha, provedores de IA identificados nominalmente e nenhum treinamento de IA com o conteúdo dos clientes. Alinhe o seu aviso de privacidade às práticas do seu provedor e exclua os arquivos e resultados assim que não precisar mais deles.

Sempre coloque uma pessoa para revisar o texto antes de publicar. Toda transcrição automática erra de vez em quando; se a sua integração publicar o texto direto, vai publicar os erros junto.

Perguntas frequentes

O que a API da KolWrite retorna?

Ela retorna segmentos com o tempo de cada palavra e a identificação dos locutores, em JSON, texto simples ou SRT. Os modelos Oracle também fazem tradução.

Dá para enviar o arquivo de áudio diretamente?

A API recebe a URL de um arquivo de áudio ou vídeo. Veja o formato exato da requisição na documentação em console.kolwrite.com.

Onde vejo os preços e limites?

Direto no console da API, em console.kolwrite.com, e não no site principal da KolWrite.

Um agente de programação por IA consegue criar a integração?

Consegue. O console traz instruções em texto simples, um arquivo llms.txt e a descrição OpenAPI justamente para o agente ler a referência antes de escrever o código.

A API funciona com hebraico e árabe?

A KolWrite transcreve mais de 100 idiomas e tem suporte de primeira linha para hebraico e árabe. Faça um teste com seus próprios áudios e revise o texto antes de publicar.

Todos os guias e pesquisas

Continuar lendo

A tela de transcrição do KolWrite: nomes dos falantes, carimbos de tempo e a linha que está sendo reproduzida.

Escolhendo uma ferramenta

Ditado ou transcrição: duas formas de transformar fala em texto

Os dois começam na voz e viram texto, só que resolvem problemas diferentes. No ditado, você escreve falando. Na transcrição, você lê o que já foi dito. Veja como saber de qual dos dois você precisa.

7 min de leitura

O painel de falantes ao lado de uma transcrição, mostrando os nomes e o número de trechos de fala.

Escolha

Como testar uma ferramenta de transcrição usando seus piores áudios

A demonstração mostra a ferramenta no cenário perfeito. Suas gravações mostram como ela se sai de verdade. Veja como montar um teste rápido e justo, decidir o que medir e ler os resultados sem cair na armadilha de olhar para um número só.

8 min de leitura

A tela de transcrição do KolWrite: nomes dos falantes, carimbos de tempo e a linha que está sendo reproduzida.

Glossário

Glossário prático de termos de transcrição e legendagem

Reunimos mais de cinquenta termos que aparecem na hora de transcrever um áudio, avaliar a qualidade do texto, criar legendas ou comparar ferramentas. Todos estão divididos por tema e explicados em uma ou duas frases.

10 min de leitura

A tela de transcrição do KolWrite: nomes dos falantes, carimbos de tempo e a linha que está sendo reproduzida.

Privacidade

Checklist de privacidade para transcrever gravações

Gravações estão entre os arquivos mais sensíveis que você tem. Antes de enviar uma, descubra para onde ela vai, quem tem acesso, se será usada para treinar algum modelo e como apagá-la. Essas perguntas servem para qualquer serviço.

7 min de leitura